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Gordura abdominal: quando não é só estética, é risco para o coração

18/02/2026 Blog
Gordura abdominal: quando não é só estética, é risco para o coração


Muita gente leva na brincadeira, chama de “barriguinha de chope” ou diz que é charme. Mas a verdade é que a gordura abdominal vai muito além da estética.

Na clínica Lucídio Portella, reforçamos que cuidar do coração começa com atenção aos sinais do próprio corpo. Nossa cardiologista, Dra. Raíssa Galvão explica que a gordura visceral não é apenas um acúmulo de tecido adiposo: ela é metabolicamente ativa e pode impactar diretamente a saúde cardiovascular.


O que é gordura visceral?

A gordura visceral é aquela que se acumula na região abdominal, envolvendo órgãos internos como fígado, pâncreas e intestino.

Diferente da gordura subcutânea (aquela logo abaixo da pele), a gordura visceral atua como um verdadeiro órgão endócrino, produzindo substâncias inflamatórias e hormônios que interferem no metabolismo.

Isso significa que ela não fica “parada”. Ela participa ativamente de processos que podem aumentar o risco de:

  • hipertensão arterial

  • diabetes tipo 2

  • colesterol elevado

  • infarto

  • acidente vascular cerebral (avc)


Por que a gordura abdominal aumenta o risco cardiovascular?

A gordura visceral libera substâncias inflamatórias que favorecem:

  • resistência à insulina

  • aumento da pressão arterial

  • alteração nos níveis de colesterol

  • maior formação de placas nas artérias

Mesmo pessoas que não aparentam estar muito acima do peso na balança podem apresentar risco aumentado se tiverem acúmulo de gordura na região abdominal.

Por isso, apenas o peso isolado não é suficiente para avaliar o risco cardiovascular.


Circunferência abdominal: um sinal de alerta importante

A medida da circunferência abdominal é um indicador simples e eficaz para avaliar risco cardiometabólico.

Valores elevados podem indicar excesso de gordura visceral, mesmo quando o índice de massa corporal (imc) não está muito alto.

A avaliação médica é essencial para interpretar esses dados corretamente e indicar exames complementares, quando necessário.


Como reduzir o risco associado à gordura visceral?

A boa notícia é que a gordura visceral responde bem a mudanças no estilo de vida.

Entre as principais recomendações estão:

  • alimentação equilibrada

  • redução do consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados

  • prática regular de atividade física

  • controle do estresse

  • sono adequado

  • acompanhamento médico regular

Em alguns casos, pode ser necessário tratamento medicamentoso, sempre com orientação profissional.


Cuidar do coração é prevenir

Tratar a gordura abdominal como algo apenas estético pode atrasar diagnósticos importantes. A prevenção é a melhor estratégia para evitar complicações cardiovasculares no futuro.

Na clínica Lucídio Portella, acreditamos que informação é parte fundamental do cuidado. Entender os riscos e agir precocemente pode fazer toda a diferença na saúde do coração.

Se você percebe aumento da circunferência abdominal ou possui histórico familiar de doenças cardíacas, procure avaliação médica. Prevenção salva vidas.



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